A ofensa é uma das feridas mais profundas da alma. Queima por dentro, rouba a paz, envenena as memórias mais luminosas. Podemos carregá-la durante anos, como um espinho, e parece impossível extraí-la. Um nó na garganta, punhos cerrados só de pensar no ofensor, a repetição incessante da situação na cabeça — tudo isto é familiar a cada um de nós.
Cristo ordenou-nos: «…perdoai, e sereis perdoados» (Evangelho segundo Lucas 6:37). Sabemos que devemos perdoar, mas como fazê-lo quando a dor é tão intensa? Como passar das palavras formais «eu perdoo» à verdadeira paz no coração?
O perdão não é aprovação do mal nem justificação do ato do ofensor. É um ato de cura da própria alma. É a decisão de deixar de permitir que outra pessoa e o seu ato controlem a sua vida, o seu humor e o seu estado espiritual.
O perdão não é aprovação do mal nem justificação do ato do ofensor. É um ato de cura da própria alma. É a decisão de deixar de permitir que outra pessoa e o seu ato controlem a sua vida, o seu humor e o seu estado espiritual.
Por que é tão importante perdoar?
É o caminho para que também nós sejamos perdoados. Na oração do «Pai Nosso» dizemos: «…e perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores». Pedimos diretamente a Deus que proceda connosco como nós procedemos com os outros. Se não libertamos do coração a ofensa contra o próximo, fechamos nós mesmos o caminho à misericórdia de Deus.
A ofensa destrói quem a carrega dentro de si. É como um veneno que a pessoa bebe na esperança de que o ofensor seja envenenado. O não-perdão é uma doença espiritual que conduz à desânimo, ao endurecimento e afasta-nos de Deus.
É imitação de Cristo. Na Cruz, sofrendo dores insuportáveis, o Salvador orava pelos Seus tormentadores: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Evangelho segundo Lucas 23:34). Ele deu-nos o exemplo supremo de amor e perdão.
Como dar este passo difícil? Conselhos práticos
A ofensa destrói quem a carrega dentro de si. É como um veneno que a pessoa bebe na esperança de que o ofensor seja envenenado. O não-perdão é uma doença espiritual que conduz à desânimo, ao endurecimento e afasta-nos de Deus.
É imitação de Cristo. Na Cruz, sofrendo dores insuportáveis, o Salvador orava pelos Seus tormentadores: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Evangelho segundo Lucas 23:34). Ele deu-nos o exemplo supremo de amor e perdão.
Como dar este passo difícil? Conselhos práticos
Passo 1: Reconhecer a dor
Não finja que nada aconteceu ou que não o afetou. Admita honestamente perante Deus e perante si mesmo: «Sim, dói-me. Fui ofendido. É injusto». Desabafe a sua dor em oração diante de Deus, conte-Lhe tudo. Ele vê a sua dor e está pronto a consolá-lo.
Passo 2: Tomar a decisão de perdoar
O perdão é primeiro um ato da vontade, e só depois uma emoção. Pode não sentir nada além de dor, mas a sua vontade já deve estar orientada para o perdão. Lembre-se disso cada vez que a ofensa voltar ao coração.
Passo 3: Orar pelo ofensor
Este é o instrumento mais eficaz que Deus nos deu. Orar por quem nos fez mal é uma vitória espiritual. A oração pode ser muito simples:
«Senhor, ajuda [nome da pessoa]. Abençoa-o e ilumina-o».
«Senhor, salva e tem misericórdia do meu ofensor. E ajuda-me a perdoá-lo».
No início, estas palavras sairão com dificuldade, como rangendo. Mas, aos poucos, com a oração, o gelo no coração começará a derreter. A oração muda menos o ofensor do que a nós mesmos. Arranca a raiz da ira da nossa alma.
«Senhor, ajuda [nome da pessoa]. Abençoa-o e ilumina-o».
«Senhor, salva e tem misericórdia do meu ofensor. E ajuda-me a perdoá-lo».
No início, estas palavras sairão com dificuldade, como rangendo. Mas, aos poucos, com a oração, o gelo no coração começará a derreter. A oração muda menos o ofensor do que a nós mesmos. Arranca a raiz da ira da nossa alma.
Passo 4: Confessar-se
Se foi batizado, vá à Confissão e diga honestamente ao sacerdote: «Trago no coração uma ofensa contra [nome da pessoa], não consigo perdoar, arrependo-me disto e peço ajuda». O sacramento da Confissão dar-lhe-á a força graça para combater este pecado. O sacerdote ajudará com conselho, apoiará e orará consigo.
Passo 5: Tempo e paciência
Não espere que a ofensa desapareça de imediato. É como uma ferida profunda que vai sarando aos poucos. Seja indulgente consigo mesmo, mas persistente. Cada vez que a recordação da ofensa voltar, responda com uma breve oração pelo ofensor. Com o tempo, a dor vai-se atenuando e, no seu lugar, surgirá a paz.
O perdão não é fraqueza. É uma enorme força espiritual. É o dom da liberdade, da paz e de um coração leve. Confie em Deus e dê o primeiro, o mais difícil, passo. Ele certamente o sustentará neste caminho e dar-lhe-á forças para chegar ao fim.
O perdão não é fraqueza. É uma enorme força espiritual. É o dom da liberdade, da paz e de um coração leve. Confie em Deus e dê o primeiro, o mais difícil, passo. Ele certamente o sustentará neste caminho e dar-lhe-á forças para chegar ao fim.