Esta pergunta, provavelmente, cada pessoa já se fez pelo menos uma vez. Procuramos a resposta no trabalho, na família, na criatividade, nas viagens, no conhecimento. E muitas vezes essa procura parece um vagar num labirinto: parece que ali está, a solução! Mas passa o tempo e voltamos a sentir uma quieta, inexplicável melancolia, a sensação de que o principal ainda está à frente ou em algum lugar ao lado, mas nós o estamos perdendo.
Do ponto de vista cristão, esse sentimento não é razão nem motivo para desespero. É a voz suave da nossa alma, que anseia pelo seu Criador. Deus nos criou para a eternidade e para um amor infinito, e enquanto não o encontrarmos, o nosso coração continuará procurando e não encontrará repouso completo no mundo temporário e mutável.
Então, qual é o sentido? A resposta que o Evangelho nos dá é ao mesmo tempo surpreendentemente simples e profunda. O sentido da vida está em alcançar a verdadeira felicidade eterna, que é a vida com Deus. Essa felicidade tem duas dimensões: a nossa peregrinação terrestre e o nosso objetivo eterno.
Do ponto de vista cristão, esse sentimento não é razão nem motivo para desespero. É a voz suave da nossa alma, que anseia pelo seu Criador. Deus nos criou para a eternidade e para um amor infinito, e enquanto não o encontrarmos, o nosso coração continuará procurando e não encontrará repouso completo no mundo temporário e mutável.
Então, qual é o sentido? A resposta que o Evangelho nos dá é ao mesmo tempo surpreendentemente simples e profunda. O sentido da vida está em alcançar a verdadeira felicidade eterna, que é a vida com Deus. Essa felicidade tem duas dimensões: a nossa peregrinação terrestre e o nosso objetivo eterno.
Felicidade terrestre: o caminho dos mandamentos
Muitas vezes parece que seguir os mandamentos é uma lista de restrições, um código rigoroso de regras que tira a alegria da vida. Mas será mesmo assim? Olhe para isso de outra forma. Os mandamentos de Cristo não são proibições, mas uma espécie de “instrução” do Criador sobre como o ser humano foi feito para a felicidade.
Cristo diz: «Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância» (Evangelho de João, 10:10). Ele nos oferece não uma existência triste, mas uma vida plena, intensa, autêntica. Os mandamentos sobre o amor a Deus e ao próximo, sobre o perdão, sobre a misericórdia, sobre o não julgar — este é o caminho prático para essa vida.
O que acontece quando invejamos? — Nos corroemos por dentro.
Quando nos iramos? — Destruímos relações e perdemos a paz na alma.
Quando julgamos? — Nos elevamos humilhando o outro e nos afastamos das pessoas.
Cristo, porém, propõe um caminho que cura a nossa alma já agora. Perdoando, ganhamos liberdade do rancor. Ajudando, sentimos uma alegria verdadeira. Aprendendo a agradecer a Deus por tudo, encontramos paz mesmo no meio das tormentas da vida.
Assim, a parte terrestre do sentido da nossa vida é aprender a amar. Percorrer este caminho de estudo, onde tropeçamos e caímos, mas voltamos a levantar-nos com a ajuda de Deus, aprendemos a ver no outro a imagem de Deus, aprendemos a confiar em Deus tanto na alegria como na dor. Isto é a preparação para o principal.
Cristo diz: «Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância» (Evangelho de João, 10:10). Ele nos oferece não uma existência triste, mas uma vida plena, intensa, autêntica. Os mandamentos sobre o amor a Deus e ao próximo, sobre o perdão, sobre a misericórdia, sobre o não julgar — este é o caminho prático para essa vida.
O que acontece quando invejamos? — Nos corroemos por dentro.
Quando nos iramos? — Destruímos relações e perdemos a paz na alma.
Quando julgamos? — Nos elevamos humilhando o outro e nos afastamos das pessoas.
Cristo, porém, propõe um caminho que cura a nossa alma já agora. Perdoando, ganhamos liberdade do rancor. Ajudando, sentimos uma alegria verdadeira. Aprendendo a agradecer a Deus por tudo, encontramos paz mesmo no meio das tormentas da vida.
Assim, a parte terrestre do sentido da nossa vida é aprender a amar. Percorrer este caminho de estudo, onde tropeçamos e caímos, mas voltamos a levantar-nos com a ajuda de Deus, aprendemos a ver no outro a imagem de Deus, aprendemos a confiar em Deus tanto na alegria como na dor. Isto é a preparação para o principal.
Felicidade eterna: o encontro com o Amor
A nossa vida terrestre é uma preparação para a eternidade. Imagine o tão esperado encontro com a pessoa mais próxima e amada, da qual esteve separado por muito tempo. A alegria desse encontro é apenas uma pálida imagem da alegria que espera o ser humano além do limiar da morte, se ele se esforçou por Deus.
A felicidade eterna não é simplesmente uma existência tranquila num lugar bonito. É o estado de uma alegria infinita, absorvente, de estar ao lado de Deus. Os santos padres chamam este estado de «deificação» — quando o ser humano, conservando a sua personalidade, se une tanto a Deus que se enche da Sua graça, da Sua luz e da Sua bem-aventurança.
O apóstolo Paulo, a quem Deus permitiu vislumbrar essa realidade, diz: «O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que O amam» (Primeira Carta aos Coríntios, 2:9). Nenhuma alegria terrestre pode comparar-se com aquilo que o Senhor preparou para aqueles que O amaram.
É este objetivo que Cristo nos indica: «Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o resto vos será dado por acréscimo» (Evangelho de Mateus, 6:33). Ele não promete que a vida terrestre se torne fácil e sem nuvens. Mas promete que, se a principal orientação da nossa vida for Ele e a vida segundo a Sua justiça (ou seja, segundo os Seus mandamentos), então ganharemos sentido para cada dia nosso, consolo nas tristezas e, no final, aquela mesma plenitude de alegria na eternidade.
A felicidade eterna não é simplesmente uma existência tranquila num lugar bonito. É o estado de uma alegria infinita, absorvente, de estar ao lado de Deus. Os santos padres chamam este estado de «deificação» — quando o ser humano, conservando a sua personalidade, se une tanto a Deus que se enche da Sua graça, da Sua luz e da Sua bem-aventurança.
O apóstolo Paulo, a quem Deus permitiu vislumbrar essa realidade, diz: «O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que O amam» (Primeira Carta aos Coríntios, 2:9). Nenhuma alegria terrestre pode comparar-se com aquilo que o Senhor preparou para aqueles que O amaram.
É este objetivo que Cristo nos indica: «Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o resto vos será dado por acréscimo» (Evangelho de Mateus, 6:33). Ele não promete que a vida terrestre se torne fácil e sem nuvens. Mas promete que, se a principal orientação da nossa vida for Ele e a vida segundo a Sua justiça (ou seja, segundo os Seus mandamentos), então ganharemos sentido para cada dia nosso, consolo nas tristezas e, no final, aquela mesma plenitude de alegria na eternidade.
Como começar este caminho?
Não é preciso colocar imediatamente tarefas impossíveis. Uma viagem de mil quilómetros começa com o primeiro passo. Esse passo pode ser:
O sentido da vida não é uma teoria abstrata e complicada, mas o encontro com Cristo, que é «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14:6). Ele não só indica a direção, mas caminha ao nosso lado, sustentando-nos neste caminho para a verdadeira felicidade infinita.
- Uma sincera conversação com Deus. Simplesmente abra-Lhe o seu coração, como ao amigo mais próximo. Conte-Lhe sobre as suas buscas, dúvidas, alegrias e tristezas.
- A leitura do Evangelho. Comece com alguns versículos por dia. Não como um livro antigo, mas como uma carta pessoalmente dirigida a si por um Pai amoroso.
- Um pequeno ato de amor. Sorrir a quem está triste, ajudar quem precisa, conter uma palavra dura — isto já é um passo para aquela felicidade de que falamos.
O sentido da vida não é uma teoria abstrata e complicada, mas o encontro com Cristo, que é «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14:6). Ele não só indica a direção, mas caminha ao nosso lado, sustentando-nos neste caminho para a verdadeira felicidade infinita.